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Chevette: um clássico [inter]nacional

Meio século depois, o Chevette ainda tem legião de fãs e mercado próprio. Entenda o fenômeno.

UB Proteção · · 3 min de leitura

O bólido continua com força mesmo depois de meio século de existência O Chevette é um daqueles carros que vieram para ser um divisor de águas. Corpo leve, tração traseira, motor esperto: a receita que fez do bólido um sucesso de vendas, fechando o balanço da Chevrolet com mais de 1,6 milhão de unidades! Agrada aos entusiastas, colecionadores e preparadores, sendo considerado por muitos um carro perfeito.

O Chevette foi um projeto feito para enfrentar a crise do petróleo dos anos 70. Com suas vendas em queda, a Chevrolet logo investiu em um modelo mais eficiente. Originalmente, era chamado internamente de “Projeto 909”, o que viria a se tornar o programa Carros T da marca, pois compartilhavam a mesma plataforma. Assim, os custos de produção eram consideravelmente mais baixos, podendo entregar modelos com valores mais competitivos ao mercado.

Um carro internacional Em terras norte-americanas, ele foi lançado em 1975. Em 1987, o carro alcançou a marca de quase 2,8 milhões de unidades vendidas lá, um sucesso, alavancado principalmente pela eficiência frente aos pesadões V8 que sofriam com o aumento no preço dos combustíveis.

Versão norte-americana

O modelo é ligeiramente diferente do brasileiro, mas compartilha as mesmas características principais como, inclusive o motor. Na Alemanha, ele foi lançado 6 meses depois de ter sido apresentado no Brasil. Era 100% o mesmo carro.

Em sua versão oriental era chamado de Gemini. Para conseguir suprir a demanda mundial, o projeto era tocado por várias subsidiárias da GM. Outro fato curioso é que o motor é japonês, desenvolvido pela Isuzu; conseguindo assim um baixo consumo de combustível.

Versão asiática do brabo: Gemini

Um clássico O Chevette teve várias fases durante sua vida. Tendo iniciado sua carreira como eficiente, seu preço despencou alguns anos após o encerramento da linha em 1993. Em meados de 2010, o modelo começou a escassear no mercado de usados; fator que, somado à sua idade, colocava-o como um pré-clássico.

Agora, no entanto, o modelo já é um clássico. O preço de modelos bem conservados não tem limite e pode superar os R$ 100 mil reais.

O nome Chevette vem do francês. Na língua estrangeira, o termo “ette” é um diminutivo como o nosso “inho”. Assim, Chevette é um nome carinhoso para um carro de menores proporções, mas que nem por isso fica atrás em desempenho.

Chevette, o brabo Como já dito, o carro agrada vários públicos. Um deles é dos preparadores que encontrou no modelo a plataforma perfeita para várias modalidades, desde arrancada ao drift. Como parte de baixar custos, a Chevrolet mantém a padronização de muita coisa. Assim, torna-se extremamente fácil a adaptação de motores mais modernos e potentes no Chevette sem grandes alterações. Uma receita que agradou foi o “Chevectra”: Chevette com motor de Vectra. Outras preparações também são realizadas como o motor do Ômega 2.2 ou o Ecotec do Cruze. É considerado um carro brabo pelas mecânicas especializadas em performance, pois se adapta fácil a diversas propostas do automobilismo.

“Chevectra”, Chevette equipado com motor de vectra

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